EP – Sombras – Tomba Orquestra – Mídia digital

R$9,00

EP – Sombras – Tomba Orquestra – Mídia digital

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7 Arquivos MP3 320 Kbps
Duração total do EP = 24 min 42 seg
Tamanho do arquivo = ZIP 63,4 mb
1 Capa disco

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Sobre o disco e artista:

Exatos 5.843,33 quilômetros separam Niterói, Brasil, de Kingston, Jamaica. Esqueça o avião, o barco, a bicicleta; há um modo de vencer essa distância, sem sair do lugar, em menos de meia hora. Cortesia da Tomba Orquestra, que em seu novo trabalho – o EP Sombras, com sete faixas inéditas – constrói uma ponte direta entre sua sempre exuberante sonoridade e o reggae, explorado em diversas nuances. No seu primeiro disco (o álbum homônimo lançado em 2014) o super grupo capitaneado pelo produtor e multi-instrumentista Bruno Marcus oferecia um roteiro de viagem amplo, indo do jazz ao funk, passando pelo rock e referências cinematográficas. Já novo trabalho aguça o foco e mostra o poder de fogo da Tomba Orquestra ao exercitar todas as possibilidades da rica música jamaicana.

Como o disco de estréia, Sombras é uma reunião de grandes talentos sob a batuta do “orquestrador” Bruno. Comparsas habituais como Pedro Selector (trompete), Gilber T (guitarra e baixo), João Pinaud e Servio Túlio (vozes) ganham reforços de Reppolho e Tata Ogan (percussões), Hiroshi Mizutani (teclados) e Felipe Escovedo (baixo). Mais marcante ainda é a ênfase nos arranjos de sopros e metais, despachados por uma brigada que inclui nomes como Gabriel Dellatorre (flauta e sax alto), Marco Serragrande (trombone), Laura Berredo (flauta), Lincoln Marques e Lincoln Castro (saxofones). Essa turma dá corpo às composições, todas – à exceção de uma – assinadas por Bruno e subintituladas como “Dub”.Emulando fielmente a sonoridade dos sound systemsoriginais, a produção incluiu efeitos como os reverbs de mola e os delaysusados nas décadas de 1960 e 1970 na Jamaica.

As letras de Sombras refletem argutamente sobre o complexo momento social e político que o Brasil vive. Conflitos, alienação e desencanto com o status quo, reflexões que honram o engajamento político que caracterizou grandes momentos do reggae no passado. E reafirmam uma verdade: viajandão, hipnótico e sensual, o som da Jamaica também pode estimular o cérebro. O repertório, de acordo com o próprio maestro, reflete influências tanto dos pioneiros jamaicanos (Marley, King Tubby, Lee Perry, Augustus Pablo) quanto dos desbravadores subsequentes (Clash, UB40, Gorillaz, Mad Professor). Mesmo circunscrita apenas ao universo do reggae, a Tomba Orquestra não se amarra. Injeta guitarras distorcidas em “Vandalismo Dub”; incorpora mais influências roqueiras em “O Golpe Dub” e ressalta o lado latino do Caribe em “Vai Treinando Dub”; já em “Tao Dub” e “Minha Escola Dub”, desaceleram e privilegiam o lado mais viajante do gênero. Com a ambiciosa “Joguinho de Guerra Dub”, lascam um mini-épico com três seções distintas, conclamando a massa a despertar do transe. E na única canção não composta por Bruno, ousam reconectar a mais brasileira das tradições com a diáspora africana (que se manifesta na América do Sul e na Central também, como não): “A Flor e o Espinho”, ela mesma, a de Nelson Cavaquinho, num arranjo que privilegia a percussão.

Primeira parte de uma trilogia de EPs que, reunidos, formarão o LP Sambas, Sobras e Sombras, o novo trabalho da Tomba Orquestra resume a complexidade da proposta do grupo. É variado sem abandonar a coesão conceitual; incorpora o espírito da Jamaica sem nunca deixar de soar brasileiro; instiga o cérebro, sem esquecer do requebrado.

Por: Marco Barbosa

facebook.com/tombarecords

Ficha Técnica:

Vandalismo Dub – 04 min 31 seg
Alex Gaspar: Guitarras
Bruno Marcus: Guitarra Solo e Vibrafone
Felipe Escovedo : Baixo
Gabriel Dellatorre : Clarinete
Laura Derredo: Flauta
Lincoln Castro: Sax Tenor
Luiz Hiroshi Mizutani : Hammond
Marco Serragrande: Trombone
Maurício Bongo: Bateria e Percussões
Pedro Selector : Trumpete

O Golpe Dub – 03 min 02 seg
André Dessandes: Moog Fx
Bruno Marcus: Vibrafone e Piano
Fernando Oliveira: Bateria
Gabriel Dellatorre : Flauta e Sax Alto
Gilber T: Baixo e Guitarras
Laura Berredo : Flauta
Lincoln Marques: Sax Tenor
Lincoln Castro: Sax Barítono
Reppolho: Percussões

Minha Escola Dub – 02 min 16 seg
Alex Gaspar: Guitarras
Bruno Marcus: Piano e Escaleta
Felipe Escovedo : Baixo
Lincoln Castro: Sax Tenor
Luiz Hiroshi Mizutani: Hammond
Marco Serragrande: Trombone
Maurício Bongo : Bateria e Percussões
Pedro Selector : Trumpete

Joguinho de Guerra Dub – 03 min 32 seg
André Dessandes: Moog Fx
Bruno Marcus: Hammond, Guitarras e Clavinet
Felipe Escovedo: Baixo
João Px Pinaud: Coro
Lincoln Castro : Sax Tenor
Marco Serragrande: Trombone
Maurício Bongo: Bateria e Percussões
Pedro Selector : Trumpete
Servio Tulio : Coro
Xha : Coro

Tao Dub – 04 min 39 seg
Alex Gaspar : Guitarras
Bruno Marcus: Guitarra, Piano e Escaleta
Felipe Escovedo: Baixo Acústico
Lincoln Castro: Sax Tenor
Luiz Hiroshi Mizutani : Hammond, Pluck e Synth
Marco Serragrande: Trombone
Maurício Bongo: Bateria e Percussões
Pedro Selector : Trumpete

A Flor e o Espinho Dub –  03 min 43 seg
Bruce Lemos: Hammond, Vibrafone e Piano
Felipe Escovedo: Baixo Acústico
Gilber T : Guitarras
Maurício Bongo: Bateria
Pedro Selector : Trumpete
Reppolho : Percussões

Todas composições por Bruno Marcus. Arranjos por Tomba Orquestra. Gravado e mixado no Estúdio Tomba por Bruno Marcus em 2016 masterizado por Pedro Garcia. Arte por Pedro Aguiar. Direção artística por B Brecht

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